Das pequenas descobertas
Esses dias no twitter um amigo comentou que os pais tinham ido pela primeira vez juntos (e na vida) ao cinema, depois de 25 anos de casados e depois de interjeições fofas e comentários carinhosos sobre o ocorrido me peguei pensando o quanto a gente não dá valor à algumas coisas na vida que temos corriqueiramente e que pra outros é um mundo tão novo, diferente e inovador.
Creio que essa sensação seja a de pela primeira vez conhecer o mar, pisar na areia e sentir aquela água salgada molhando a pele seca e refrescando-a imediatamente, sensação que pra mim é quase como que intrínseca à minha realidade, natureza e vivência, por ter nascido em uma cidade agraciada com o mar.
São coisas tão pequenas, que ao serem descobertas nos abrem os olhos para ver o mundo de uma forma tão diferente e absurdamente mais bonita que se soubéssemos ficaríamos atentos à esses meros detalhes…
Talvez isso seja uma divagação idiota de alguém que precisa de surpresas e descobertas para continuar vivendo e creio que esse seja o meu desejo, que diariamente encontremos novas sensações e façamos novas descobertas porque o que vale é a busca pelo incerto e o caminho que trilhamos nela.