Limite
Depois de muito bater com a cabeça na parede, de pensar e relutar, engolir orgulho, sentimentos e respeito próprio decidiu que o fim estava próximo. Já doía antecipadamente e iria doer muito mais, afinal, separações não são fáceis e um dos lados sempre sai magoado, mas um relacionamento não pode ser levado apenas com a barriga. O amor acabou e a obrigação de sustentar a relação estava sendo pesada demais.
Havia atingido o fundo do poço, o fim, o limite, onde não existia mais esperança, luz ou sonhos, a escuridão era assustadoramente triste.
Tornara-se apática, sem vida e vigor, apenas um corpo que fingia sorrir quando havia grito, rancor e tristeza engasgado na garganta e presos no coração.
Aquilo havia de acabar e já tinha hora e data marcadas pra isso, bastava chegar a coragem pra desfazer-se os laços definitivamente.
Nunca fora boa em desatar nós…