You are currently browsing the category archive for the 'amor' category.

Ela nunca era de colecionar coisas que lembrassem ex-namorados, mas ele de alguma fazia tudo aquilo valer a pena. Eram memórias guardadas cuidadosamente em uma caixa de papelão.
Um papel de bala amassado, uma tampa de caneta mordida, um recorte de jornal amarelado, um bilhete escrito “eu te amo”, uma fita colorida que um dia envolveu uma rosa vermelha…
Eram como fotografias do seu amor, dos dias ensolarados de verão e dos não tão ensolarados assim… lembranças de cinco anos que acabaram em uma conversa de cinco minutos. Era o fim.
Ela segurava a caixa com as duas mãos decidida a tocar fogo na lembrança, jogar fora tudo que um dia representou aquele relacionamento.
Mal sabia ela que nada adiantaria…
a caixa de lembranças do seu coração não tinha pego fogo ainda…

Te prendo em mim no afã impulsivo
de te inebriar
com os odores de meu perfume
barato
e te afogar
em meus beijos
com gosto de balas
compradas na esquina.
Te prendo em minha
sedução
de cabaret de quinta categoria.
Te levo a
loucura
te fazendo crer que sou todos os
clichês
de paixões e lascívias de amor…
e quando pensares que
me tem

eu te deixo
por não saber te amar.