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E nos momentos mais críticos, eu fecho os olhos e sinto por um segundo o calor da tua mão, que me segura, me acalma, e me deixa feliz. Felicidade daquelas que nem um pedaço de chocolate me deixa desse jeito.
Entre meus lábios ensaio um sorriso sincero, na doce lembrança de que nossa amizade é assim, meio que pra sempre…
E me lembro de que mesmo que todas as brigas que temos, nossa amizade me basta.
Contanto que você continue assim segurando minha mão, mesmo que de longe, eu me sinto segura.

Ela nunca era de colecionar coisas que lembrassem ex-namorados, mas ele de alguma fazia tudo aquilo valer a pena. Eram memórias guardadas cuidadosamente em uma caixa de papelão.
Um papel de bala amassado, uma tampa de caneta mordida, um recorte de jornal amarelado, um bilhete escrito “eu te amo”, uma fita colorida que um dia envolveu uma rosa vermelha…
Eram como fotografias do seu amor, dos dias ensolarados de verão e dos não tão ensolarados assim… lembranças de cinco anos que acabaram em uma conversa de cinco minutos. Era o fim.
Ela segurava a caixa com as duas mãos decidida a tocar fogo na lembrança, jogar fora tudo que um dia representou aquele relacionamento.
Mal sabia ela que nada adiantaria…
a caixa de lembranças do seu coração não tinha pego fogo ainda…