Doce Amargo



A doce menina má

Era doce, não sabia ser mais nada além disso. O seu andar era contido e as palavras medidas, até o sorriso era calculado, nem muitos dentes à mostra, nem a boca totalmente cerrada. Fazia tudo ser perfeito, os gestos, o olhar inocente de menina infantil, o jeito de mexer no cabelo. Meiguice era a característica que mais a definia.
Encantava à todos com seu jeito de menina inocente, sua risada baixa, seus modos cheios de educação.
Fazia-se de santa, essa era a verdade. Por dentro sentia o coração pulsar forte e a vontade de gritar, extravasar e colocar pra fora tudo o que pensava daquela gente chata, abusada e fedorenta.
Era uma duas caras, vestia uma máscara. Os sorrisos, a meiguice, os gestos, tudo era forçado e todos acreditavam…
Iludiu a sociedade, fazendo-os acreditar na sua bondade e candura.
E continua sorrindo, andando calmamente, falando pausadamente e mexendo o cabelo de forma peculiar.
Mal sabe ela que um dia, o personagem perde a força e as máscaras acabam caindo…

Só pra esclarecer que o texto acima não é auto-biográfico. Às vezes gosto de deixar a imaginação correr solta e de vez em quando aparecem textos assim…

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Comentários

  1. * Lusinha says:

    Mas, mesmo não sendo auto-biográfico, diga-me: às vezes agimos como ela, não?
    Bjitos!

    | Responder Publicado 7 years, 8 months ago


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