Doce Amargo


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The following is a list of all entries from the devaneios category.

Culpando a vida.

Mas foi a vida que nos fez assim.

Ela une as pessoas em determinados momentos e nossas decisões nos levam além…
Além dos sonhos, além do limite, além do amor.

Mas foi a vida que nos fez assim.
Entregues e ansiosos.
Afobados e indecisos.
Egoístas.

Foi a vida que nos deu a chance de construirmos nossa curta história que ecoa ainda hoje por dentro do meu coração vazio.

Foi a vida que fez você tomar as decisões que lhe cabiam e foi ela mesmo que me fez chorar tantas vezes no travesseiro, o melhor confidente que qualquer mulher pode ter.

Foi a vida que nos juntou
e no meio do caminho
separou.


Sobre as nossas escolhas

“Alice, durante sua jornada para sair do mundo de fantasia e voltar para casa, chegou numa bifurcação (onde o caminho se dividia em dois). Ficou, durante algum tempo, pensando que caminho deveria seguir. Foi aí que apareceu o gato de cheshire e lhe perguntou:

– Qual o problema Alice? Posso te ajudar?

-Estou em dúvida sobre qual caminho seguir, respondeu.

-Aonde você quer chegar? Perguntou o gato.

-Eu não sei. Respondeu Alice.

– “Ora, se você não sabe aonde quer chegar, então qualquer caminho serve…”.

Escolher nem sempre é fácil. O coração pensa de um jeito e a razão de outro e no meio tem a gente querendo descobrir o que fazer e como agir.
São sempre dois caminhos com perdas, danos e sofrimento, não adianta, a gente veio pra esse mundo sem escolher mas temos que aprender a viver dentro dele. Uma coisa meio imposta, meio à força, que a gente vai se acostumando.
E não, não dá pra escolher os dois caminhos, infelizmente as estradas que eles levam são completamente opostas, levam à caminhos extensos e diferentes, muitas vezes exaustivos, muitas vezes alegres e sempre com aquele gosto agridoce que a vida teima em nos oferecer.
Não adianta fugir, se esconder ou correr, eventualmente você vai ter que escolher.
E como diz o Capital Inicial em uma de suas músicas: “Escolha uma estrada e não olhe pra trás…”


.

E a minha companhia deverá me bastar. Só não sei até quando.


talvez o que esteja acontecendo é só um revezamento de olhares…
só o tempo fará o encontro acontecer.


Limite

Depois de muito bater com a cabeça na parede, de pensar e relutar, engolir orgulho, sentimentos e respeito próprio decidiu que o fim estava próximo. Já doía antecipadamente e iria doer muito mais, afinal, separações não são fáceis e um dos lados sempre sai magoado, mas um relacionamento não pode ser levado apenas com a barriga. O amor acabou e a obrigação de sustentar a relação estava sendo pesada demais.
Havia atingido o fundo do poço, o fim, o limite, onde não existia mais esperança, luz ou sonhos, a escuridão era assustadoramente triste.
Tornara-se apática, sem vida e vigor, apenas um corpo que fingia sorrir quando havia grito, rancor e tristeza engasgado na garganta e presos no coração.
Aquilo havia de acabar e já tinha hora e data marcadas pra isso, bastava chegar a coragem pra desfazer-se os laços definitivamente.
Nunca fora boa em desatar nós…


Diante de tudo a minha vontade é só gritar.

(…)
E dar um murro na sua cara, claro.


desabafando

Eu sou chata, abusada, stressada, nervosa.
mas eu preciso de carinho.

Daí vc é meu amigo, segura minha mão, ouve meus desejos/medos/inseguranças, partilha alegrias, divide sorrisos, compartilha também a dor, porque não?! Faço da minha vida pra você um livro aberto e você também se abre, conversa, comenta, compartilha…
aí você encontra alguém mais legal e me abandona.

putaquepariucaralhoquandoeudiziaquevcerameumelhoramigoépqéverdadesabe?!

porra.


seguir em frente

Andou em frente sem olhar pra trás. Seguiu a vida passando uma borracha em todos os acontecimentos tristes que maltrataram seu coração.
Esqueceu que o passado fortifica, ajuda, constrói e ensina que pra caminhar, precisamos cair, levantar, cair de novo e levantar de novo, até conseguir dar passos firmes e fortes, às vezes nem tão firmes e nem tão fortes assim…
cambaleantes, é verdade.
mas passos, pra eternidade.
quem sabe?!


As pequenas coisas que fazem a diferença

Desde que eu assisti Amelie Poulain me pego pensando nos tais pequenos prazeres, aquelas pequenas coisas que fazem toda a diferença em um dia. Estar ao lado de pessoas importantes/especiais, fazendo coisas bacanas, será esse todo o sentido da felicidade?!
Drinks, cerveja argentina, cachaça, música de qualidade duvidosa, praia, sorvete, açaí, mc duplo, mc flurry suflair, mar, sol, fotografia, risadas, sushi…
É, eu nem tenho muito do que reclamar esse fds.


Sobre o tudo, o nada, ou alguma coisa qualquer.

Há a tela em branco e a vontade de escrever
e some a inspiração…

é tanta coisa, mas que quando eu vou passar pras palavras, elas simplesmente não fazem muito sentindo. O misto de sensações e desejos e vontades deixa tudo de uma maneira inexplicavelmente confusa e clara ao mesmo tempo.
Nada faz sentido…

nem eu.