Doce Amargo


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The following is a list of all entries from the eu lírico category.

Detalhes

É o jeito de pegar na mão
de abraçar e de olhar fundo no olho.
Aí a gente percebe que se importa… e muito.

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Limite

Depois de muito bater com a cabeça na parede, de pensar e relutar, engolir orgulho, sentimentos e respeito próprio decidiu que o fim estava próximo. Já doía antecipadamente e iria doer muito mais, afinal, separações não são fáceis e um dos lados sempre sai magoado, mas um relacionamento não pode ser levado apenas com a barriga. O amor acabou e a obrigação de sustentar a relação estava sendo pesada demais.
Havia atingido o fundo do poço, o fim, o limite, onde não existia mais esperança, luz ou sonhos, a escuridão era assustadoramente triste.
Tornara-se apática, sem vida e vigor, apenas um corpo que fingia sorrir quando havia grito, rancor e tristeza engasgado na garganta e presos no coração.
Aquilo havia de acabar e já tinha hora e data marcadas pra isso, bastava chegar a coragem pra desfazer-se os laços definitivamente.
Nunca fora boa em desatar nós…


Das minhas canções

Por você eu faria um samba, cadente e malemolente. Te daria todas as minhas notas musicais em todas as escalas possíveis e imagináveis.
Eu deixaria de cantar, aprenderia violino e te faria uma serenata.
Por você eu cantaria música contemporânea e seus compassos descompassados.
Eu faria um dó maior e um mi menor, só pra te animar, só pra te cantar, só pra você.


Você

E nos momentos mais críticos, eu fecho os olhos e sinto por um segundo o calor da tua mão, que me segura, me acalma, e me deixa feliz. Felicidade daquelas que nem um pedaço de chocolate me deixa desse jeito.
Entre meus lábios ensaio um sorriso sincero, na doce lembrança de que nossa amizade é assim, meio que pra sempre…
E me lembro de que mesmo que todas as brigas que temos, nossa amizade me basta.
Contanto que você continue assim segurando minha mão, mesmo que de longe, eu me sinto segura.


Ela nunca era de colecionar coisas que lembrassem ex-namorados, mas ele de alguma fazia tudo aquilo valer a pena. Eram memórias guardadas cuidadosamente em uma caixa de papelão.
Um papel de bala amassado, uma tampa de caneta mordida, um recorte de jornal amarelado, um bilhete escrito “eu te amo”, uma fita colorida que um dia envolveu uma rosa vermelha…
Eram como fotografias do seu amor, dos dias ensolarados de verão e dos não tão ensolarados assim… lembranças de cinco anos que acabaram em uma conversa de cinco minutos. Era o fim.
Ela segurava a caixa com as duas mãos decidida a tocar fogo na lembrança, jogar fora tudo que um dia representou aquele relacionamento.
Mal sabia ela que nada adiantaria…
a caixa de lembranças do seu coração não tinha pego fogo ainda…